Redes Sociais; o que você sabe sobre elas?

…provavelmente nada, mas elas sabem tudo sobre você.

Redes Sociais acessadas por todos em todo e qualquer lugar. Você conectado com tudo e com todos. Todos quem?

O senso comum diz: “A palavra de ordem é SOCIAL”, sociabilize-se você também, se você não é SOCIALMENTE conectado, você já não mais é uma ser humano normal.

Está tudo sendo colocado sob esse pretexto, SOCIABILIZAÇÃO.

A pergunta que não quer calar:

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA SOCIABILIZAÇÃO DA HUMANIDADE ATRAVÉS DAS CHAMADAS “REDES SOCIAIS?”

Eu particularmente alteraria essa denominação “Redes Sociais” para REDE DE DADOS. E agora? Isso faz mais sentido para você?

Parte de uma notícia que li na Internet:

Atualmente um perfil no Facebook  é quase que obrigatório, o fato de não ter acaba gerando especulações entre os amigos. Não é verdade? Pois bem,  para muitos empregadores e psicólogos, o fato de não ter uma conta na maior na rede social do mundo ou mesmo em alguma outra, pode parece até “suspeito”.

De acordo com uma reportagem do Daily Mail, não ter um perfil pode causar desconfianças por vários motivos para os responsáveis por contratar uma pessoa para um trabalho. Esse indivíduo pode ter tido sua conta deletada por ter desrespeitado alguma norma, ou mesmo por ter informações relevantes a esconder.

As equipes de Recursos Humanos podem inclusive rejeitar um candidato em virtude da ausência de perfil, já que ele virou uma ótima ferramenta de investigação do futuro contratado.

Os psicólogos costumam assumir de modo saudável ter um perfil em uma rede social, já que demonstra uma vida social ativa. O site Mashable deduziu que para os recrutadores, a ausência de uma vida online, com amigos virtuais, pode denotar que a vida real seja da mesma forma, isenta de amigos e vida social.

Parte de outra notícia...

Uma pessoa que não tem página nas redes sociais não é normal. Esta declaração foi feita recentemente pelo psicólogo alemão Christoph Mueller. O especialista ilustra sua hipótese com o exemplo de Anders Breivik e do atirador do Colorado James Holms, que supostamente não eram cadastrados em nenhuma rede social. Na opinião de Mueller a ausência de perfil no Facebook permite pressupor o caráter antissocial da pessoa. Nicolai Tumanov é categoricamente contra tal interpretação.

Nicolai Tumanov também salienta que as redes sociais hoje são um fenômeno espontâneo e global e só dentro de 20-30 anos se poderá julgar as consequências de participação nelas. Além disto são conhecidos casos em que as redes sociais foram ativamente usadas por serviços secretos de diferentes países para obtenção de dados sobre os cidadãos. Por isso deve-se encarar cautelosamente a participação nestas redes.

O que está se tornando evidente é a cultura empurrada goela abaixo do ser humano de que, possuir um perfil em uma rede social o torna mais humano (bonzinho, bacaninha,…) e confiável.  Eu me lembro da época em que as mulheres buscavam sua emancipação, sua liberdade, condições melhores ou equivalente a dos homens. Logo foi instituída a pseudo cultura de que FUMAR EM PÚBLICO era sinônimo de mulher “moderna e livre”.  Hoje o que vejo é exatamente a mesma coisa acontecendo, só mudando o contexto da história. Não possuir um perfil em uma rede social não é bom sinal. Muitas empresas nos EUA -coincidência?- já adotaram essa política como instrumento de contratação. Se o indivíduo candidato a um emprego não tem perfil no Facebook por exemplo, é descartado.  Uma excelente maneira de obrigar o cidadão a se conectar não é mesmo? Mas, conectar com quem?

A distorção da realidade é evidente nesse caso.  Não acredito que as redes sociais como o Facebook por exemplo, foi criado com o objetivo principal de coletar a maior quantidade de dados possíveis a respeito de cada cidadão do planeta entretanto, percebo que ele -Facebook- e todas as outras redes sociais estão sendo utilizadas para esse fim.

Um gigantesco banco de dados da humanidade está sendo criado. Só no Facebook, são quase 1 Bilhão (cadastros) de pessoas, reunindo todo tipo de informação que se possa imaginar, desde hábitos simples, preferências, amigos e família até o que você está fazendo e onde está neste exato momento. As políticas de segurança e privacidade das redes sociais são uma fachada, uma fraude, pura hipocrisia, uma chamariz para atrair usuários. Nada daquelas declarações que você NÃO LÊ a respeito de sua privacidade enquanto online é verdadeiro, por isso os textos explicativos a respeito de todas essas políticas adotadas pelas redes sociais são tão imensas e tão abarrotadas de termos técnicos. Propositalmente  fazem com que qualquer um não se interesse em lê-las ou se começar a se interessar, que desista logo. Porém, uma parte do texto explicita muito claramente que, “a Empresa X se reserva o direito de utilizar as informações do usuário da forma que ela, a Empresa X melhor compreender…”

Como a utilização da rede social está irremediavelmente condicionada a aceitar esses termos, quase ninguém rejeita-os,  passando a utilizar a rede simplesmente por que todos tem. Como esse indivíduo ansioso por ser utilizador e mais que isso,  incluído em uma sociedade sociabilizada virtualmente e conectada o tempo todo não teria? A velha e empoeirada tática psicológica de indução; “Você não quer ser diferente dos demais,. quer?”. Como podemos perceber, velha e empoeirada, mas funciona.

Para empresas que vivem de audiência na web (Google, Facebook, etc…), o que é mais valioso que as informações do usuário?  Nada!  Por isso, todas as informações que são coletadas são vendidas, tanto para governos quanto para corporações. Quais são os fins? De que forma essas informações são utilizadas? Não sei, porém percebo que boa coisa não é, caso contrário essas informações não seriam consideradas confidenciais. Se fossem algo banal,  não teriam valor algum. A conversinha de propaganda direcionada, como o Google gosta de enfatizar, em minha opinião é papo furado.

“O peixes mais cobiçados não podem ser pescados com qualquer tipo de isca. É necessário iscas especiais, que o enganem e chamem sua atenção.”

A humanidade está vivendo um Big Brother real?

Eu acredito que sim e o que é pior, estamos sendo convencidos de que viver assim é bem melhor.

Privacidade não combina com segurança, acreditem, essa discussão é bem antiga. Apesar de não ser abordada na mídia convencional, essa discussão existe e é extremamente importante para as elites mundiais. O tema foi e está sendo proposto descaradamente da seguinte forma:

“Para ter segurança o indivíduo precisa abdicar de sua privacidade”. 

Os cidadãos foram “consultados” em uma pesquisa encomendada por diversos governos e a resposta foi surpreendentemente unânime em escolher SEGURANÇA. As pessoas foram orientadas por uma propaganda (terrorismo) que gerou um falso sentimento de insegurança que os levaram a optar por abdicar de sua privacidade em nome de uma segurança irreal, já que a ameaça é irreal.

Esse sentimento irracional tomou conta inclusive da web, gerando precedentes como por exemplo;  a tentativa do Facebook de implantar um sistema de biometria, identificação facial, afim de que o usuário pudesse fazer o login em sua conta na rede com “segurança”. Resumindo, o usuário seria automaticamente identificado como sendo ele mesmo. Não que eu acredite que existam anônimos na internet, de forma alguma, não sou ingênuo a esse ponto, mas essa seria uma forma muito eficaz de dar um rosto aos usuários da rede social. Caso esse método de controle “funcione”, não tenho dúvidas que será adotado em larga escala em toda a web, para os serviços mais simples que se possa imaginar. Todos terão um rosto. Isso é extremamente preocupante.

Por uma lado seria muito bom pois, enquanto exposto, o ser humano se comporta mais dignamente, digamos assim, com medo de ser identificado, apontado e punido de alguma forma.  Porém existe o outro lado da moeda, o lado que não está sendo discutido em detrimento da segurança online; a privacidade do usuário. Essa situação gera um non sense  pois o que deveria estar  intrinsecamente ligado (privacidade e segurança), foi separado, subjetivado e tratado como dois elementos que não possuem condições de co-existirem, quando na verdade deveria ser justamente ao contrário. Uma completa inversão de valores, proposital, para que o indivíduo não julgue a situação real como inaceitável e sim como necessária.

Por que?  A resposta é simples e pode ser definida com uma única palavra;  controle. Vale destacar como sendo ponto importante dessa questão o controle permitido, concedido pelas pessoas. O contrário, como a maioria acredita ser, um controle autoritário e imposto, não existe, longe disso, é tudo previamente permitido por cada um de nós. É justamente nesse ponto em que nos deparamos com a nossa responsabilidade e a razão desses elementos de  manipulação existirem.  As críticas e a indignação contra esse sistema instalado abundam,  muitos casos beiram o desespero total porém, são raras os indivíduos que percebem o quanto são co-autores dessa realidade e mudam sua postura, sua forma de agir e interagir, de pensar (leiam-se criar (formas, ferramentas, meios, condições)).

O termo MELHOR EXPERIENCIA DE INTERAÇÃO COM O USUÁRIO está sendo utilizado para justificar ações cada vez mais invasivas no que diz respeito as informações privadas do usuário. Cada vez mais as tecnologias oferecem mais e mais comodidade  para aquele que a utilizam. Elas funcionam assim:

“Click aqui e permita que façamos tudo por você, não se preocupe, gerenciaremos seus contatos, seu e-mails, seus posts, avisaremos seu amigos, família…” ou seja, permita-nos que saibamos tudo sobre você inclusive as informações que em nada tem a ver com a rede social.  Trocando em miúdos, a experiência de interação com o usuário significa ABRIR A PORTA DA SUA CASA PARA O ASSALTANTE E CONVIDÁ-LO A ROUBAR TUDO QUE VOCÊ POSSUI SEM OFERECER QUALQUER TIPO DE RESISTÊNCIA, e ao final SENTAR-SE À MESA AO LADO DELE PARA TOMAR UM CAFÉ, simples assim.

Não demora e a ferramenta Time Line do Facebook será obrigatória, ou seja, um resumo de tudo que o indivíduo fez na web será exposto para quem quiser ver.  Onde isso se encaixa com qualquer tipo de política de privacidade, por mais medíocre que seja?  Bom o usuário acha que sim, que é válido, que é bacana ter uma espécie de “Diário” sobre cada passo que ele da na rede social.

Como minha opinião é relevante apenas para mim mesmo e irrelevante para todas as outras pessoas posso me expressar com total liberdade sem o temor ofender ninguém.  O que compreendo a respeito de tudo que está acontecendo no mundo “virtual” é que a humanidade está sendo convencida de se comportar de forma domesticada e dócil. Obedecer ordens, seguir cegamente protocolos de ética e conduta, não contestar, apenas obedecer. As razões são oferecidas aos montes entretanto, ninguém se incomoda em analisar se essas razões são válidas e coerentes, afinal de contas, nas redes sociais tudo é tão dinâmico que não resta tempo para pensar, apenas para agir,  não é mesmo?

“Agir sem raciocinar, refletir ou ponderar é seguir um protocolo de comportamento estabelecido, não pelo usuário, mas por aqueles que objetivam algo dentro das redes sociais;  seus idealizadores”.

Por que chego a esse conclusão? Por que percebo o quanto está se tornando fácil convencer o ser humano de cometer “suicídio”. O quão eficaz estão se tornando as ferramentas de manipulação em massa sob os diversos pretextos, o último deles, o SOCIAL.

Quem somos na vida virtual, de que forma nos comportamos e em que acreditamos, transferimos para a vida real e vice e versa.  A humanidade está oferecendo de bandeja todas as informações que as corporações e os Governos por meio de seus serviços secretos mais desejaram. Eles querem saber quem somos, para que?  Para sabe como lidar conosco!

Tudo começou no rádio, passou pela televisão, agora está na internet, em todas as suas formas de interação e comunicação. A intenção sempre foi a mesma, o que mudou e está cada vez mais eficaz são as ferramentas porém, com um agravante, com o nosso consentimento.

Em um passado não muito distante, uma conduta e preferência religiosa em desarmonia com a vigente custou muitas vidas. Em um futuro não muito distante, a conduta e preferencias políticas em desarmonia com a que estará vigente, custará muitas vidas.

Bom, esse assunto é muito extenso e merece muito mais atenção da minha parte, me aprofundando a níveis que poucos sabem que É SIM, possível chegar, beirando o bizarro. Por enquanto fico por aqui, mas retorno esse assunto dando continuidade a esse tema em meu próximo texto.

Links de informação complementar:

Facebook e Twitter estão acabando com os segredos das pessoas  (Texto)

Twitter vende dados de seus usuários  (Texto)  mais sobre o Twitter neste link

Estamos sofrendo um ataque aos direitos civis na internet  (Vídeo)

Estratégias de manipulação em massa  (Vídeo)

Recado os usuários do Facebook  (Vídeo)

Facebook e privacidade do usuário:  Acordo com o governo americano a caminho  (Texto)

Facebook: Política de Privacidade sem privacidade  (Texto)

Redes Sociais são um mal ou um bem?  (Texto)

  • enfim, as informações abundam na web, procure, pesquise, se informe. Essa é a única arma que você possui; a informação.
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